Kebra Mel -Eu ti amo Jesus

domingo, 29 de março de 2020

Young of God

    Artistas: Young of God

Titulo: O preço da Salvação

   Gênero: hip-hop Gospel

         Tamanho: 9.4MB

           Formato:Mp3

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Dicas de Pizzaiolo Kebra Mel

INTRODUÇÃO AO MUNDO DA PIZZA


História da Pizza 
A pizza, um dos pratos mais consumidos no mundo, não foi criada pelos italianos, como muita gente pensa. Acredita-se que a receita tenha origem mesopotâmica, há mais de dez mil anos. Primeiro, o homem descobriu que se misturasse com água a farinha resultante dos grãos de cereais que moía com duas pedras e, depois, assasse a massa resultante sobre uma pedra quente, obteria um alimento capaz de saciar sua fome e lhe dar muita energia. Assim, nasceu o pão. 

Acredita-se que tudo isso tenha acontecido na Mesopotâmia, atual Iraque, no Período Neolítico, quando o homem já dominava o fogo e a cerâmica, deixando de ser caçador para explorar uma nova atividade, cultivando cereais. Porém, devemos aos egípcios a descoberta da fermentação, o que permitiu o surgimento de uma massa mais aerada e leve. A partir daí, tornou-se comum misturar farinha de vários tipos de cereais com água para moldas discos finos assados em fornos rústicos. Eles eram chamados de Pão de Abraão.

Três séculos antes de Cristo, os fenícios costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão. Os etruscos, povo que habitou a Etrúria, atual Toscana, na Itália, entre os rios Tibre e Arno, a partir do século 7 a.C., já nessa época, tinham o hábito de consumir vários tipos de coberturas com os discos de massa assados em pedra quente. Os gregos foram os primeiros a colocar coberturas antes de assar a massa, iguaria que chamavam de "Planctunos", e que levaram com eles quando se fixaram no Sul da Península Itálica e na Sicília entre os séculos 7 e 5 a. C. 

Há quem diga, ainda, que os turcos e muçulmanos adotavam costume similar na Idade Média e, devido às Cruzadas, a prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles sendo, em seguida, incrementada até chegar à pizza que comemos hoje. Os romanos adotaram as receitas e métodos de preparação dos etruscos e gregos e chamaram esse alimento de "panis focacius" (do latim: "panis" = pão - "focus" = forno/fogo).

Próximo do ano 1000 da nossa Era, um dos alimentos mais populares entres os pobres do Sul da Itália eram círculos de massa recobertos com ervas e especiarias. Foi nessa época que, em Nápoles,  surgiu o termo "picea", derivado de "pinso" (do verbo latino Pinsere - pisar sobre, esmagar, moer, reduzir a pó), e que daí se derive a palavra "pizza", que já era conhecida na Alta Idade Média. 

Durante os séculos seguintes, surgem várias formas locais da palavra, indicando variações culinárias sobre o tema - do doce ao salgado, com diferentes métodos de cozedura. Na região da Puglia, era "Pizza pugliese"; "Pitta inchiusa" na Calabria e "Schiacciata" na Toscana. Na verdade, no Sul da Itália, até hoje, a idéia de pizza abrange também as massas fritas e recheadas. Mas há, também, quem afirme que pizza vem do grego "pita", que significa pão achatado. 

Outros, ainda, afirmam que pizza poderia vir da antiga palavra alemã  "bizzopizzo" que significava "mordiscar" (no alemão atual, seria "bissen", de onde se deriva o verbo inglês to bit = morder). Na medieval cidade italiana de Gaeta, na região do Lazio, já no século 9, a palavra "pizzo" designava especificamente o pão pita, ou pão árabe, de provável origem persa, introduzido pelos gregos e adotado pelos povos da Lombardia. 

Com o descobrimento da América, no final do século 15, os espanhóis levam para a Europa um alimento até então desconhecido e que, muitos anos depois, viria a dar o toque final à definitiva receita da pizza: o tomate. Por vários séculos, predominaram as chamadas pizzas brancas. Foi só na primeira metade do século 19 que a pizza incorporou o tomate e, diriam alguns, atingiu a perfeição.

Durante o século 18, as pizzas eram cozidas em fornos a lenha (construídos de tijolos ou pedras vulcânicas) e, durante o dia, vendidas nas ruas e vielas de Nápoles por meninos que traziam na cabeça pequenas estufas de estanho para mantê-las aquecidas e atraíam a clientela com seus gritos característicos. Este incômodo método de vendas fez, entretanto, ainda mais popular o novo prato. 

É sobretudo entre os séculos 18 e 19 que a pizza impõem-se como o prato preferido do povo napolitano, tornando-se parte integrante da tradição culinária e símbolo da cidade de Nápoles. Também, nesse período, o hábito de degustar a pizza no lugar onde ela é feita e não apenas em casa ou nas ruas, começa a se firmar, abrindo caminho para o surgimento primeiras das pizzarias, que já nasceram com as características físicas que conhecemos hoje.

Curiosidade sobre a pizza Margherita

Durante todo o século 19, os pizzaiolos continuam a oferecer aos cidadãos novos tipos de pizzas, a todos os preços.  Ela havia se convertido num produto tão popular e conhecido, que até a aristocracia queria consumi-la. Em junho de 1889, Raffaele Esposito, considerado o melhor pizzaiolo daquele tempo, foi convidado ao palácio real de Capodimonte para preparar sua especialidade aos reis da Itália Umberto I de Sabóia e sua esposa, a rainha Margherita, que estavam de visita a Nápoles.

Conta-se que a rainha Margherita era especialmente exigente com a comida e não lhe agradavam paladares muito fortes. Por isso, Esposito, junto com Maria Giovanna, sua mulher, preparou três pizzas diferentes: uma com carne de porco, queijo e manjericão; outra com alho, azeite de oliva e tomates, e - especialmente para a rainha e para dar um toque patriótico ao prato  - outra com as cores da bandeira italiana (vermelho, verde e branco), isto é, molho de tomate, mozarela e manjericão.

A rainha gostou tanto desse último sabor que, através de seu mordomo chefe, enviou uma carta a Raffaele agradecendo. Em sua homenagem, o pizzaiolo batizou a receita como Pizza Margherita, nome sob o qual se tornou universalmente conhecida. A história da Pizza Margherita virou notícia e se espalhou, junto com a receita, por toda a Itália. Daí para o mundo, foi um piscar de olhos. Levada pelas mãos dos imigrantes, que partiam para  todas as partes do mundo, o século XX viu a pizza conquistar os palácios da Europa, as Américas, o Japão e, enfim, tornar-se um patrimônio gastronômico de toda a humanidade.

Pizza pelo mundo

No início dos século XX, a pizza chega aos Estados Unidos pelas mãos dos imigrantes. Hoje, podem ser encontradas em pequenas padarias e pequenos cafés, de bairros em cidades com grande população de italianos como New York e Chicago. Foi Genaro Lombardi, em 1905, o primeiro italiano a abrir uma pizzaria nos Estados Unidos, na cidade de Nova Iorque. 

Lombardi é conhecido na América como "Patriaca dela Pizza". Em 1930, ele agregou mesas e cadeiras aos seus estabelecimentos e começou  a servir espaguete também. E assim, durante os 25 anos seguintes, pizzarias seriam abertas em todo o país, sobretudo em Boston, convertendo-se algumas delas em significativas e conhecidas griffes nacionais e internacionais. Mas foi só depois da Segunda Guerra Mundial que a pizza virou moda nos Estados Unidos, pois os soldados americanos voltaram da guerra alardeando maravilhas sobre a iguaria que consumiram na Itália.

A pizza chegou ao Brasil por São Paulo, também pelas mãos dos primeiros imigrantes italianos que, no final do século 19, desembarcaram no porto de Santos. O bairro paulistano do Brás foi o berço das primeiras pizzarias do Brasil. Acredita-se que o primeiro pizzaiolo estabelecido na cidade de São Paulo tenha sido o napolitano Carmino Corvino, o Dom Carmeniélo, dono da já extinta Cantina Santa Genoveva, naugurada em 1910.

Mas, antes mesmo da existência das pizzarias por aqui, a pizza já era consumida pelas ruas como um lanche, a qualquer hora do dia. Eram vendidas, como na Itália, por garotos que carregavam pequenas estufas de cobre, como tambores, cheios de pizzas pré-preparadas mantidas quentes por brasas de carvão. Mas, apesar da sua origem italiana, a pizza assim como a cidade, aceitou a influência de outras raças. Nos anos 20, surgiram os primeiros pizzaiolos de origem não-italiana, que incluíram o tempero de seus países ou regiões ao prato.

Também na região do Brás, o habilidoso confeiteiro espanhol Valentim Ruiz fez fama na padaria Santa Cruz como pizzaiolo e mestre de futuros profissionais. Giovanni Tussato, o lendário Babbo, que hoje dá nome a algumas casas da cidade, foi um deles. A mais antiga pizzaria ainda em funcionamento, a Castelões, foi fundada em 1924 e mantém em seu cardápio, até hoje, as mesmas pizzas com borda alta e massa grossa dos primeiros tempos.

A partir dos anos 50, as pizzarias se disseminaram por todo o Brasil e a pizza é, hoje, consumida de Norte a Sul do país, já fazendo parte do cardápio tradicional da maioria dos brasileiros. De acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo, atualmente, são consumidas cerca de 43 milhões de pizzas por mês na Grande São Paulo. Só na Capital, existem cerca de 6 mil pizzarias, lanchonetes e padarias onde o paulistano pode saborear o prato.

Em uma pizzaria, o pizzaiolo pode ser apontado como o principal responsável pelo sucesso do empreendimento. O cliente escolhe em um cardápio e deposita toda a confiança na pessoa responsável pela elaboração do produto. Um cliente insatisfeito poderá fazer uma forte propaganda negativa do estabelecimento, e as críticas serão atribuídas às pessoas responsáveis pela elaboração dos produtos.










Conteúdo

 CARREIRA DE PIZZAIOLO


O pizzaiolo é o profissional responsável pela preparação das pizzas, desde a massa, recheio e aperitivos. Assim, deve fabricá-la, colocá-la para assar, arrumando os ingredientes de maneira ordenada e bonita. Neste processo, verifica a qualidade dos alimentos, observando normas técnicas de higiene e segurança. Pode, ainda, ser o encarregado de setor e supervisionar outros pizzaiolos que trabalhem no mesmo ambiente. 

O pizzaiolo se destaca, então, como o responsável por elaborar os produtos, conduzir as etapas na área de produção e viabilizar o atendimento aos clientes de forma satisfatória. A profissão exige pelo menos o ensino fundamental completo, além de cursos técnicos, de qualificação e aperfeiçoamento. 

O profissional pizzaiolo deverá possuir treinamento de qualidade e, ainda, ter conhecimento teórico e prático sobre a produção de pizzas, que o colocará em condições de exercer a profissão com a qualificação exigida pelo mercado.

  • Como ser um bom pizzaiolo

Para ser um pizzaiolo bem qualificado, não basta conhecer várias receitas de produtos e saber elaborá-los com eficiência. É preciso, antes de tudo, possuir conhecimentos de relações humanas, de ética profissional, de administração das etapas do trabalho e saber realizar seu trabalho mantendo as melhores condições de higiene, além de saber preservar a qualidade da matéria-prima a ser utilizada na elaboração dos produtos. A seguir, algumas dicas para ser um profissional de sucesso: 

  1. Postura profissional: valores como ética, iniciativa, bom humor, simpatia, perseverança, carisma, espírito de liderança, autocontrole e criatividade são fundamentais e podem ser avaliados, na prática, pelo comportamento que o profissional terá ao exercer o seu trabalho.
  2. Apresentação pessoal: o profissional estar sempre vestido adequadamente, de preferência com uniforme de cor clara, para que as pessoas possam ter certeza das condições de higiene e limpeza. Use sempre cabelos aparados ou totalmente presos; não use adornos pessoais como brincos, anéis, alianças ou pulseiras.
  3. Pontualidade: o profissional deve estar sempre no local de trabalho, em condições de iniciar suas atividades, no horário combinado. É uma obrigação do colaborador e respeito para com os demais colegas de trabalho, com o estabelecimento e para com os clientes.  
  4. Aprimoramentos: é necessário que o pizzaiolo esteja sempre “antenado” para com as novidades do mercado. É dever estar sempre atualizado, pois se hoje você sabe muito, amanhã seu conhecimento poderá estar ultrapassado e se tornar insuficiente diante das constantes mudanças e aprimoramentos pelos quais o mercado vem passando.










ESPAÇO DE PRODUÇÃO


Espaço para preparo da pizza
A estrutura de uma Pizzaria requer uma cozinha semi-industrial, um espaço para receber clientes, espaço para bebidas e caixa, e um pequeno escritório. Serão necessários profissionais para cozinha, para o atendimento, para entrega e um responsável que pode ser o proprietário. A estrutura de uma Pizzaria deve ser bem planejada para dar mobilidade aos funcionários e clientes e ainda oferecer conforto. A seguir seguem informações para cada ambiente de uma pizzaria:

  • Espaço para receber clientes
Para comportar vinte pessoas e o balcão do caixa e espaço para bebidas deverá ter aproximadamente 15m².

  • Alguns Equipamentos/ Utensílios necessários ao funcionamento de uma Pizzaria:
- Balcão para o caixa;
- Impressora fiscal;
- Mesas;
- Cadeiras;
- Móvel para guardar copos, talheres e pratos.
- Copos;
- Talheres;
- Pratos;
- Bandejas;
- Porta guardanapo (se o estabelecimento optar por guardanapo descartável).

  • Escritório
Destinado à realização de atividades administrativas este ambiente pode ser montado junto ao balcão do caixa. O escritório poderá ser equipado com:
- mesa;
- cadeira;
- armário;
- mini arquivo para pasta suspensa;
- telefone;
- computador;
- impressora.

  • Instalações sanitárias dos funcionários
- Devem existir banheiros separados para cada sexo, em bom estado de conservação;
- As instalações sanitárias devem ser bem iluminadas, paredes e piso de cores claras, de material liso, resistente e impermeável, portas com molas, ventilação usada com janelas teladas.

  • Instalações sanitárias dos clientes
Devem existir banheiros separados para cada sexo devidamente identificados. Os banheiros destinados ao público devem ser de preferência de cor clara para demonstrar limpeza. Os banheiros devem ser, preferencialmente, projetados para permitir o acesso de cadeirantes.

  • Cozinha Semi Industrial
A estrutura tem de estar de acordo com a Portaria CVS ? 6/99 do Centro de Vigilância Sanitária da ANVISA.

  • Equipamentos / Utensílios (mínimo necessário):
- Cortador de frios;
- Balcão frigorífico;
- Mesa Pizzaiola;
- Amassadeira;
- Bancada ou prateleira de suporte para vasilhames das massas;
- Bancada ou prateleira de suporte para os vasilhames dos recheios;
- Prateleira para as caixas de entrega de pizzas;
- Forno elétrico, a gás ou a lenha;
- Espaço para lenha
- Freezer;
- Balança de mesa com capacidade mínima para 15 kg;
- Extrator de sucos;
- Refrigerador;
- Expositor refrigerado para bebidas
- Fogão;
- Liquidificador industrial;
- Batedeira industrial;
- Exaustor;
- Talheres;
- Vasilhames;
- Panelas;
- Rolos para abertura das massas;
- Prateleiras para estoque;
- Organizador de comandas.

  • Outras soluções também podem ser adotadas de acordo com o perfil e comodidade do cliente:
- Espaço infantil, que permite que as crianças se distraiam enquanto aguardam a refeição;
- Facilidade de acesso a pessoas com necessidades especiais, oferecendo maior mobilidade.














quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Receita de Cocktail do Kebra Mel

 TERMOS DA COQUETELARIA


Como qualquer ramo, a coquetelaria possui termos específicos relacionados aos ingredientes e às técnicas. Essas nomenclaturas têm ficado cada vez mais específicas e são atualizadas constantemente.

Confira abaixo nomes gerais, bem como tipos de copo e utensílio:
▪ Amaro: é um licor aperitivo ou digestivo cuja base é o álcool neutro e ervas, cítricas e flores (as conhecidas infusões naturais). Ele possui variações doces e amargas.

▪ Aperitivo: também possui base de álcool neutro como o amaro, mas, em alguns casos a base pode ser de vinho ou vermute. Geralmente, o sabor varia de acordo com a escolha da marca (Aperol e Campari, por exemplo). Além disso, pode ser alcoólico e não alcoólico.
Uma curiosidade é que o termo "aperitivo" está associado ao fato dessa bebida funcionar como estimulante do apetite.
▪ Batidos: bebidas que possuem ingredientes de diferentes densidades devem ser batidas na coqueteleira ou liquidificador para que a mistura seja uniforme.

▪ Bitter: essa bebida possui sabor amargo pois é preparada a partir da infusão de ervas amargas e aromáticas, cascas de árvores, entre outros botânicos, e sua combinação é feita com álcool neutro.

▪ Calda: é uma mistura de açúcar com algum líquido, que pode ser água. Tanto seu preparo quanto sua função possuem semelhanças com o xarope.
Sucos de fruta ou adição de especiarias são comuns para agregar doçura.

▪ Carbonatação: é o processo em que há aplicação de gás carbônico em algum líquido com o intuito de gerar na bebida uma textura gaseificada.
▪ Colher bailarina: também conhecida como colher de bar, é utilizada na preparação das bebidas. Existem quatro tipos: comum ou reta (para mexer drinks em copos Long Drinks), tridente (possui duas extremidades: uma para mexer e outra para pegar guarnições), swizzle stick (tem a mesma função do primeiro tipo, mas já não é utilizado hoje em dia) e disco (serve para preparar shots em camadas).

▪ Collins: é um tipo de long drink montado e preparado com suco de limão, açúcar, soda e o destilado escolhido.

▪ Cordial: é um xarope ou uma bebida licorosa cuja base é a fruta. É concentrado e possui sabor adocicado e acentuado pelo ingrediente escolhido na preparação.

▪ Dash: representa uma pequena quantidade (apenas para dar sabor ao preparo) de algum aromático dado na receita.

▪ Demerara: é um açúcar semelhante ao cristal, mas sua dissolução é mais lenta já que seu granulado é grande. Seu sabor é mais acentuado em relação aos açúcares refinado e cristal.

▪ Destilação: consiste na separação de líquidos através do processo de aquecimento tendo como base a diferença dos pontos para ebulição. Quando o aquecimento alcança a ebulição, o vapor obtido é condensado. O álcool se transforma em vapor quando chega a 78ºC, o que permite o recolhimento e resfriamento dos vapores para que passem ao estado líquido, o que dará origem às bebidas destiladas.

▪ Double: a expressão significa "em dobro", ou seja, se refere à dose da bebida em dobro.

▪ Esferificação: é uma técnica de coquetelaria molecular para transformar um líquido numa bola que explode dentro da boca devido à presença de compostos químicos.

▪ Eggnogs: são os coquetéis nutritivos feitos à base de leite, ovos, açúcar, canela ou noz moscada. Algumas vezes utiliza-se vinhos fortificados. Podem ser frios ou quentes.

▪ Fat-washing: é a técnica de infusão feita a partir da gordura animal ou vegetal. Essa gordura deve ser extraída por horas no fogo para assumir o estado líquido. Nesse ponto, adiciona-se a bebida alcoólica, normalmente um bourbon. Essa composição deve ser conservada na geladeira por alguns dias para que, nesse período, o álcool possa extrair o sabor da gordura. Esta irá tomar forma sólida na superfície da bebida, o que irá facilitar a filtragem após a infusão. Para conferir uma textura aveludada à bebida mantendo o sabor da gordura, o líquido deverá ser filtrado em papel a fim de separar as pequenas partes da gordura.

▪ Fizz: é similar ao sour (mistura de destilado com limão e diferentes tipos de açúcar em pó). Neste caso, mistura-se água com gás para gerar efervescência.

▪ Flips: são considerados drinks nutritivos e feitos à base de gema de ovo, algum destilado, quantidade considerável de vinho, açúcar e especiarias. São densos e cremosos.

▪ Frapeés: são drinks feitos com gelo moído e servidos em taça de conhaque com algum tipo de licor.

▪ Grogs: são drinks quentes, servidos em canecas e preparados com água fervente, açúcar, suco cítrico e algum destilado.

▪ Highballs: são long drinks feitos com bebidas destiladas, gelo e soda.

▪ Hot drinks: são aqueles feitos com bebidas quentes como café, chá, chocolate e água. Podem conter ou não álcool.

▪ Infusão: é o processo em que a bebida é obtida através da imersão de substâncias aromáticas na água quente para extração de suas essências. Bebidas feitas por infusão também são chamadas de bebidas compostas. Além disso, pode ser feita com especiarias, flores, frutas e gordura animal.

▪ Julep: são os de tipo long drink. São refrescantes e preparados à base de bourbon, folhas de hortelã, gelo picado e açúcar.

▪ Long drinks: são aqueles refrescantes, feitos com soda, água, sucos, refrigerantes ou espumantes e servidos em copos longos com muito gelo.

▪ Maceração: é a técnica de extração do suco, do óleo de cascas, do perfume ou de folhas por meio da leve prensagem, que deve ser suave.

▪ Mexidos: é a modalidade preparada com o mixing glass e a colher bailarina para mexer o coquetel. Este deve ser feito com bebidas de densidades semelhantes.

▪ Mixologia: é a arte de preparar coquetéis com técnicas culinárias capazes de combinar cores, sabores e texturas.

▪ Montados: são os coquetéis preparados diretamente no copo. Alguns deles possuem ingredientes que não podem se misturar (os "Layered Drinks”). Neste caso, os ingredientes são colocados uns sobre os outros de forma que os mais densos devem ser colocados primeiro.

▪ Neat: é a forma de servir a bebida sem gelo. As regras são similares ao caso da expressão "On the rocks": são 60 ml da bebida servidos sem gelo em um copo Old Fashioned (em temperatura ambiente).

▪ On the rocks: essa expressão é muito utilizada nos bares e significa que a bebida deve ser servida com gelo. Mais especificamente, considera-se que são 60 ml do líquido servidos sobre o gelo.
A expressão proveniente do inglês é literalmente traduzida como "nas pedras".

▪ Pousse café: é a bebida preparada com licores, xaropes e destilados. Suas camadas não podem se misturar.

▪ Rolling: consiste na ação de mover o conteúdo de uma parte da coqueteleira para a outra (diferentemente do throwing, o gelo também é transferido) de forma lenta e mantendo as duas partes próximas uma da outra. A aeração é pequena, pois o intuito é misturar os ingredientes e promover uma pequena diluição.
O rolling deve ser feito continuamente até que a mistura alcance a temperatura, textura e diluição ideais.

▪ Sherbet: é uma preparação concentrada à base de fruta fresca e açúcar e é antecessor ao xarope. É possível diluí-lo na água ou com algum ingrediente próprio da coquetelaria.

▪ Shot: é o termo utilizado para se referir a 45 ml de bebida servidos num pequeno copo sem gelo. Deve ser ingerido num único gole.
"Copo de shot" ou "Shot Glass" são possíveis nomes para o tipo de copo em que a bebida é servida.

▪ Shrub: é uma bebida avinagrada proveniente da adição de vinagre e açúcar a um suco (que irá conservar a fruta). Cascas de laranja e limão são os ingredientes mais conhecidos para substituir o vinagre.

▪ Sling: são bebidas do tipo long drink batidas na coqueteleira e feitas com limão, açúcar, destilado e um tipo de licor. Complementa-se com soda.

▪ Smishes: é uma família de drinks em que folhas são esmagadas. São feitos em copo Old Fashioned com hortelã esmagada com açúcar, gelo e algum destilado. Rodela de laranja, cereja e casca de limão são utilizadas para decoração.

▪ Sour: é uma família de drinks que equilibra destilados, suco de limão e açúcar. Em alguns casos a clara do ovo pode ser utilizada para conferir textura.

▪ Throwing: é o processo de transferir os líquidos de um copo para o outro para misturar os ingredientes ao mesmo tempo em que se aera, cria bolhas e libera aromas no coquetel.

Nessa passagem, o gelo é retido no copo com auxílio do strainer (veja o aparato na imagem) e os dois copos ficam bastante distanciados entre si.
▪ Tiki: é uma família de drinks provenientes do Havaí e da Polinésia. O drink é frutado, tropical e colorido.

▪ Tintura: é uma infusão sem calor feita, geralmente, a partir da adição de especiarias, frutas ou vegetais nas bebidas alcoólicas com a finalidade de transferir sabor e cor. O resultado irá depender do tempo e quantidade da infusão.

▪ Triple sec: é um licor cítrico feito à base de cascas de laranja. Ele é triplamente destilado e possui notas cítricas e doces.

▪ Twist: é a tira da casca de limão ou laranja usada na perfumação de drinks. A parte branca deve ser retirada para evitar o sabor amargo.
A casca é torcida sobre o copo durante a finalização do drinque para extrair os óleos essenciais.

▪ Up: é uma bebida que foi misturada ou agitada com gelo e com o auxílio de um coador em um copo previamente resfriado. No entanto, é servida sem o gelo.

▪ Virgin: é o coquetel que não leva álcool em seu preparo.

▪ Xarope: é a preparação líquida à base de açúcar com frutas, especiarias ou flores com o intuito de adocicar o coquetel.

▪ Zimbro: São as bagas extremamente aromáticas de sabor acentuado, com toque picante e levemente cítrico, com nota de pinho ervas aromáticas. Atualmente, são comuns na produção do gin.



 ACESSÓRIOS PARA COQUETELARIA


É crucial conhecer o nome e a utilidade de cada tipo de copo e utensílio utilizado para a preparação das bebidas, pois cada um tem uma finalidade específica para determinado processo.

Não é apenas uma questão de estética, mas ligar o drink ao formato de copo correto é crucial para a determinação das características visuais ou sensoriais da bebida.

A organização dos utensílios e insumos é conhecida como mise en place (proveniente do francês, significa "pôr em ordem").

Tipos de Copo
▪ Hurricane: é a taça usada para servir coquetéis com sabores tropicais e trufados. Há dois tamanhos diferentes: 400 e 600 ml.
▪ Taça Borgogne: é a taça usada para consumir vinho e, atualmente, tem sido usada para servir gin, porque ela favorece a liberação dos aromas de seus botânicos.

▪ Irish Coffee Mug: taça feita para o coquetel Irish Coffee. Mas, também é usada para servir outras bebidas quentes, já que a alça lateral evita o contato da mão com o vidro quente e sua haste impede a perda de calor.

▪ Highball Glass: copo usado para drinks com gelo e que possuem quantidade de insumos não-alcoólicos maior do que a de spirit. Comporta entre 240 e 350 ml de bebida.

▪ Cocktail Glass: também é conhecida como taça martini. Possui haste longa para que a mão não esquente a bebida e sua boca é larga para ajudar na liberação de aromas. É utilizada para martinis e coquetéis sem gelo.  

▪ Weizen: geralmente é o copo utilizado para cervejas feitas de trigo. Seu formato permite a expansão correta da espuma e a visualização das cores da cerveja. Comporta até 500 ml.
▪ Collins: é o copo alto e estreito com linhas retas que costuma ser usado para servir coquetéis com gelo, sucos, refrigerantes ou outras bebidas carbonatadas. Sua capacidade está entre 300 e 410 ml.
▪ Balloon Snifter: é usado para servir conhaque, pois seu formato permite maior contato com o oxigênio e com o calor das mãos, o que proporciona maior evaporação para liberação dos aromas frutados e amadeirados.
▪ Juice: é o copo que serve sucos e comporta cerca de 300 ml.
▪ Taça Flute: é usada para drinks espumantes por ser comprida e possuir a boca estreita, o que preserva o gás carbônico.

▪ Coupette: também conhecida como Margarita por servir esse famoso coquetel. Costuma-se decorar sua borda com sal e seu desenho facilita que outras bebidas geladas sejam servidas em quantidades acima de 200 ml.

▪ Long Drink: copo alto, estreito e de linhas retas que é usado, geralmente, para servir coquetéis com gelo, sucos, refrigerantes ou outras bebidas de degustação lenta. Comporta cerca de 250 ml.
▪ Taça Coupe: usada para servir champanhe e drinks delicados sem gelo. Sua haste longa evita que as mãos esquentem a bebida.

▪ All-Purpose Wine Goblet: genericamente, é usada para servir vinhos e seu formato segue o padrão ISO (International Standard Organization). Possibilita a degustação ideal de todos os tipos de vinho. Seu desenho favorece a oxigenação e a retenção dos aromas da bebida.
▪ Shot Glass: feito para ingestão de destilados puros ou drinks pequenos em apenas um gole. Possui capacidade entre 35 e 60 ml.
▪ Mason Jar Glass: é um pote de vidro com rosca e tampa que se tornou comum há pouco tempo. São ideais para drinks informais e contemporâneos.
▪ Pilsner: serve cervejas tipo pilsen, pois seu formato permite a formação de colarinho cremoso e direciona o aroma do lúpulo diretamente ao nariz.

▪ Old Fashioned: ideal para destilados servidos com gelo ou drinks montados. Sua boca é maior que a extremidade inferior, o que facilita o acréscimo gradual de pedras de gelo.
▪ Copo de Cachaça: também conhecido como mini americano, é mais usado para doses de cachaça. Assim como o shot glass, facilita a ingestão da bebida em apenas um gole (a diferença entre ambos está no design). Comporta entre 45 e 60 ml.




Conteúdo

 UTENSÍLIOS


▪ Saca-rolha: apesar de muitos destilados virem engarrafados com tampas de rosca no Brasil, muitos vinhos e champanhes ainda vêm com rolha.

O primeiro saca-rolha foi fabricado pelo Reverendo Henshall em parceria com Mathew Boulton. Ele possuía um disco entre o final da espiral e o início do cabo que servia para impedir que a pessoa furasse a rolha muito profundamente perdendo a aderência necessária para puxá-la. Esse modelo tinha um pincel para limpar a poeira contida em torno do gargalo e do rótulo.

Posteriormente, surgiu o modelo de Thomason, que além de penetrar na rolha, era capaz de extraí-la do gargalo por torção.

Já o modelo Amigo do Garçom, criado em 1882, possui uma alça para ser encaixada na boca da garrafa a fim de facilitar a remoção da rolha. Para utilizá-lo, deve-se colocar a primeira alça e fazer o movimento de alavanca. Com a rolha semi-arrancada, posiciona-se a segunda alça para realizar o movimento de alavanca novamente finalizando o processo.

Em 1888, surge o saca-rolha com asas, uma junção de todas as tecnologias anteriores. Mas, possui duas asas que, ao sofrerem pressão, fazem com que a espiral desse saca-rolha suba puxando a rolha. Ou seja, deve-se colocar o aparato sobre a boca da garrafa deixando a ponta da espiral tocar a rolha. Assim que é rosqueada, a espiral perfura a rolha fazendo com que o conjunto da espiral com a borboleta abaixem levantando as asas. Quando a espiral está totalmente dentro da rolha, as duas asas devem ser abaixadas e, assim, a rolha é sacada.

Os modelos citados acima são os mais usados atualmente. Mas, há outros disponíveis no mercado.

▪ Service Mat: é um tapete de borracha para colocar sobre o balcão a fim de evitar que os outros utensílios escorreguem durante o preparo da bebida.
▪ Tábua de corte: é necessária para cortar frutas e demais insumos que serão colocados nos drinks.

▪ Pinça: útil para pegar guarnições, insumos e gelo sem que o bartender toque-os com as mãos.

▪ Speed rack: é uma estante que fica posicionada entre o bartender e o balcão facilitando o acesso às garrafas durante a preparação das bebidas.
▪ Pá de gelo: como o próprio nome informa, é o utensílio utilizado para pegar o gelo e colocá-lo diretamente na coqueteleira, mixing glass ou copo.

▪ Speed opener: é um abridor com design ergonômico que torna a abertura das garrafas mais rápida.


▪ Mixing glass: é um copo de vidro (ornado) para fazer coquetéis mexidos.

▪ Shaker mat: é um tipo de Service Mat, mas, mais específico, já que foi projetado para apoiar as partes da coqueteleira. Além da função anti-derrapante, também funciona como escorredor.
▪ Ralador: usar o ralador para ralar ou moer insumos na hora da preparação do drink garante que os aromas sejam liberados com mais intensidade.

▪ Mexedor: dependendo do tipo do drink, é conveniente entregá-lo com um mexedor para que a pessoa possa misturar sua bebida a gosto.

▪ Biqueira: esse utensílio, que pode ser de metal ou plástico, é encaixado no gargalo das garrafas com o intuito de controlar o despejamento da bebida. Todos os modelos otimizam o tempo de preparo e reduz o desgaste físico do bartender, que não precisará fazer o movimento de girar o pulso para abrir a garrafa inúmeras vezes durante seu período de trabalho. Mas, há diferenças nos bicos dosadores que trazem benefícios específicos.

O de metal de velocidade ou profissional é composto por partes em metal e plástico flexível e direciona a bebida em um jato uniforme e contínuo. Seu corte é bastante preciso, porém ele não contém um dispositivo de corte interno. É ideal para xaropes, licores, destilados e crèmes.
Já o plástico direcionador tem o bico mais robusto conferindo a resistência do material. Sua ponta é bastante curvada, possui um custo mais acessível e seu estilo combina com bares descontraídos e informais.
É fácil encontrar no mercado os do tipo contador interno que possuem dispositivo interno de bloqueio. Por exemplo, há modelos com dosador de 50 ml que, ao derramar o líquido com a garrafa numa posição de 45º, o bico trava ao chegar nessa marca (50 ml). Logo, é ideal para servir doses exatas.
Enquanto isso, o cap-on é um dosador interno comum de ser aplicado ainda nas indústrias após o envase da bebida. Apesar de possuir capacidade para conter o fluxo do líquido, não tem um escoamento preciso e respiro, o que faz com que o derramamento seja irregular.
Entre as principais desvantagens está o fato de não evitar respingos e, também, precisar de tampa.
O tipo bomba dá a possibilidade para o bartender deixar as garrafas no mesmo lugar, pois elas poderão ser usadas na posição vertical.
Já os telados, como o próprio nome informa, possuem uma tela na ponta para impedir entrada de pequenos insetos ou detritos na garrafa. O fluxo da bebida não é regular, por isso não é recomendado o uso desse tipo com bebidas viscosas (o que poderia entupir a passagem do líquido).
Também, há o de vinho, que é mais aberto na extremidade para criar aquela cortina de líquido. Isso faz com que o vinho toque o ar gerando aeração antes de cair na taça.



ESTILOS DE BARTENDING


Simon Difford, em desafio ao Mixing Star Project, identificou cinco estilos de bartending que os bares e bartenders costumam se enquadrar. É comum que um bartender, por exemplo, se enquadre em pelo menos dois desses estilos. São eles:

Classic
Os coquetéis clássicos servem como base para os outros quatro estilos. Basicamente, são aqueles drinks criados antes de 1970.
Quanto aos coquetéis, geralmente, são aqueles com paleta bastante limitada de ingredientes (cerca de quatro ou menos), já que naquele tempo havia limitação dos mesmos na criação das bebidas.

Tiki
Este estilo é uma combinação de música, vestuário, decoração, atitude e drinks que surgiu no pós-guerra dos Estados Unidos.
Ele remete ao tropical e à ideia de paraíso com pessoas vestidas de saias de hula.
Apesar da época em que surgiu, ele não é classificado como clássico, já que devido à força de suas características, o Tiki foi separado dos clássicos por ter um estilo próprio. Além disso, os coquetéis desta categoria possuem o dobro de ingredientes do que a maioria dos clássicos.

Molecular
São os drinks e coquetéis preparados além das técnicas comuns de bater, mexer ou misturar. Dentro deste estilo há a técnica simples, que pode ser facilmente praticada em qualquer lugar, e a complexa, que exige conhecimentos mais especializados, além de equipamentos apropriados.
Entre as técnicas simples estão as espumas, a defumação, o fat-washing, a torragem e caramelização.
Já entre as técnicas complexas estão o resfriamento com gelo seco, o congelamento com nitrogênio líquido, esferificação (com pérolas ou caviar) e gelatinas.

Batched
São aquelas bebidas preparadas a partir de uma série de técnicas de coquetelaria que têm em comum o fato de os drinks serem pré-misturados com ingredientes medidos e combinados em grande escala antes do preparo.

Contemporary and Fun
Para Difford, os drinks contemporâneos são todos aqueles que não se encaixam nas demais categorias e associa o termo "fun" aos interiores dos bares que possuem diversas atrações, jogos e músicas e, que nesse contexto, possuem bartenders como parte da diversão. Esses profissionais praticam o chamado "working flair", movimentos teatrais e confiantes que evidenciam suas habilidades diante da preparação das bebidas, chamando a atenção dos clientes ou convidados.



PREPAROS COM VODCA


A vodca é um destilado muito versátil na preparação de drinks e coquetéis, pois fortificam e dão base. Além disso, é uma bebida pura e cristalina que entrega muitas possibilidades de combinações.

Segue uma lista com as receitas de preparo dos principais drinks e coquetéis que levam vodca:
Lagoa Azul
▪ Ingredientes
  • 1 dose de suco de limão
  • 1/2 dose de vodca
  • 1/4 dose de Curaçao Blue
  • 1 lata de Soda Limonada
  • Gelo
▪ Preparo:
Em uma coqueteleira, bata o suco de limão, a vodca e o Curaçao Blue e, em seguida, despeje num copo long drink (Hurricane Glass).
Adicione o gelo e complete o copo com a soda. Decore com laranja ou cereja.

Sex On The Beach
▪ Ingredientes
  • 40 ml de vodca
  • 20 ml de licor de pêssego
  • 300 ml de suco de laranja
  • 40 ml de suco de cranberry
  • Gelo
▪ Preparo
Em um copo (Hurricane Glass) com gelo adicione o licor de pêssego e a vodca. Em seguida, adicione o suco de cranberry e o suco de laranja. Decore com uma fatia de laranja e/ou cereja.

Bloody Mary
▪ Ingredientes
  • 1/2 anel de pimentão amarelo
  • 60 ml de vodca
  • 90 ml de suco de tomate
  • 15 ml de Jerez Amontillado
  • 15 ml de suco de limão siciliano
  • 7.5 ml de xarope simples
  • 2 pitadas de sal de aipo
  • 10 gotas de molho de pimenta
  • 4 dashs de molho inglês
▪ Preparo
Macere a pimenta no fundo da coqueteleira e, em seguida, adicione os outros ingredientes. Gire e filtre para um copo cheio de gelo cristalino.
Decore com pimenta do reino moída na hora e um talo de aipo no copo. Sirva no copo Collins.


Cosmopolitan
▪ Ingredientes
  • 30 ml de vodca
  • 30 ml de Triple Sec
  • 45 ml de suco de cranberry
  • 15 ml de suco de limão
  • 1 dash de laranja
▪ Preparo
Bata todos os ingredientes com gelo e coe duplamente para um copo gelado.
Decore com um twist de casca de laranja flambado.
Sirva numa Cocktail Glass.

Apple Martini
▪ Ingredientes
  • 40 ml de vodca
  • 15 ml de licor de maçã
  • 14 ml de Cointreau
▪ Preparo
Bata todos os ingredientes com gelo e coe duplamente para um copo gelado.
Decore com uma cereja.
Sirva em uma Taça Martini.

Sunrise
▪ Ingredientes
  • 50 ml de vodca
  • 100 ml de suco de laranja
  • 4 fatias de laranja
  • 1 dash de Grenadine
▪ Preparo
Num copo longo com bastante gelo, adicione a vodca e o suco de laranja.
Em seguida, acrescente Grenadine e as fatias de laranja.
Caipiroska
▪ Ingredientes
1/2 copo de vodca
1 limão com casca
2 colheres de açúcar
Gelo
▪ Preparo
Corte o limão ao meio e, depois, corte ao meio suas metades tirando o miolo. Em seguida, coloque os pedaços na coqueteleira e acrescente o açúcar. Amasse o limão junto com o açúcar. Depois, acrescente a vodca e o gelo.
Agite bem e sirva.




PREPAROS COM UÍSQUE


Muitas pessoas preferem saborear o uísque em sua versão pura, mas os preparos de drinks e coquetéis com esse destilado levam a um ótimo resultado, já que ele possibilita uma suavização e aromatização diferenciadas.

Segue uma lista com as receitas de preparo dos principais drinks e coquetéis que levam uísque:

Whiskey Sour
▪ Ingredientes
  • 60 ml de uísque
  • 22.5 ml de suco de limão siciliano
  • 30 ml de xarope simples
  • 3 dashs de Angostura Aromatic Bitters
  • 15 ml de clara de ovo pasteurizada
▪ Preparo
Bata todos os ingredientes com gelo e coe para um copo gelado.
Decore com uma rodela de limão e cereja no palito.
Sirva no copo Old Fashioned.
Jack and Coke
▪ Ingredientes
  • 50 ml de uísque bourbon
  • 250 ml de Coca-Cola
  • Gelo
▪ Preparo
Em um copo longo com bastante gelo acrescente o uísque. Complete com o refrigerante.

Coquetel Aquarius
▪ Ingredientes
  • 40 ml de uísque escocês
  • 15 ml de aguardente de cereja
  • 30 ml de suco de cereja
▪ Preparo
Despeje todos os líquidos em uma coqueteleira com gelo até a metade. Agite bem e despeje em um copo Old Fashioned.
Decore com cerejas.
Manhattan
▪ Ingredientes
  • 50 ml de uísque
  • 20 ml de vermute tinto
  • 01 dash de Angostura
  • Gelo
▪ Preparo
Complete a Cocktail Glass com gelo e deixe-a gelar enquanto prepara o restante do coquetel.
Adicione 5 pedras de gelo e mexa todos os ingredientes no mixing glass.
Tire o gelo da taça e use a strainer e a peneira para servir dentro dela.
Decore com uma cereja e, também, se quiser, faça um twist de laranja.

Whisky Cobbler
▪ Ingredientes
  • 60 ml de uísque
  • 15 ml de conhaque
  • 15 ml de licor Grand Marnier
  • Gelo
▪ Preparo
Bata todos os ingredientes com gelo e coe para um copo cheio de gelo.
Decore com uma rodela de limão e ramo de hortelã. Sirva na taça All-Purpose Wine Goblet.





PREPAROS COM RUM


Os coquetéis e drinks preparados com rum são bastante diversificados, já que esse destilado possui desde versões claras até outras bem escuras.

Enquanto o rum branco é mais leve e seco por ser obtido logo após o processo de destilação, o rum dourado é mais doce e é obtido após uma destilação mais demorada.

Já o rum mais escuro é muito doce e seu nível alcoólico é muito alto.
Segue uma lista com as receitas de preparo dos principais drinks e coquetéis que levam rum:

Acapulco
▪ Ingredientes
  • 1 dose de rum branco
  • 1/2 dose de triple sec
  • 1/2 clara de ovo
  • 1/2 colher de chá de açúcar
  • 20 ml de suco de limão
  • 1 ramo de hortelã
  • Gelo
▪ Preparo
Lave e reserve o ramo de hortelã.
Agite dentro da coqueteleira o gelo, o rum branco, o triple sec, a clara de ovo, o açúcar e o suco de limão.
Coe para um copo Hurricane decorado com o ramo de hortelã e sirva.

Cuba Libre
▪ Ingredientes
  • 60 ml de rum envelhecido
  • 1 limão-taiti
  • 150 ml de Coca-Cola
  • 1 dash de Angostura
▪ Preparo
Esprema o limão num copo Highball e deixe cair as metades da fruta. Soque-as e junte os cubos de gelo.
Adicione o rum e complete com a Coca-Cola. Mexa bem.
Decore com uma fatia de limão.

Banana Libre
▪ Ingredientes
  • 1/2 dose de rum ouro
  • 1 colher de chá de licor de banana
  • Club Soda
  • 1 rodela de laranja
  • Gelo
▪ Preparo
Junte o rum e o licor num copo Collins. Coloque as pedras de gelo e complete com Club Soda.
Decore com a rodela de laranja.

Daiquiri
▪ Ingredientes
  • 60 ml de rum
  • 20 ml de suco de limão-taiti
  • 20 ml de xarope simples
▪ Preparo
Agite todos os ingredientes numa coqueteleira e passe-os para uma Cocktail Glass.
Decore com uma fatia de limão.

Vulcão
▪ Ingredientes
  • 1 dose de rum
  • 1 dose de vodca
  • 1 dose de uísque
  • Gelo
▪ Preparo
Junte todos os ingredientes numa coqueteleira e agite-a bem.
Sirva no copo Hurricane.

Mojito
▪ Ingredientes
  • 60 ml de rum
  • 20 ml de suco de limão-taiti
  • 20 ml de xarope simples
  • 20 ml de água com gás
  • 12 folhas de hortelã
  • Gelo
▪ Preparo
Esfregue as folhas de hortelã dentro do copo Collins, solte-as no fundo dele e amasse-as com um socador.
Acrescente o suco de limão-taiti e o rum e misture. Adicione pedras de gelo e complete o copo com a água com gás e o xarope. Misture novamente.
Decore com uma rodela de limão e/ou com um ramo de hortelã.

Piña Colada
▪ Ingredientes
  • 60 ml de rum claro
  • 50 g de abacaxi
  • 15 ml de suco de limão-taiti
  • 30 ml de leite de coco
  • Gelo
▪ Preparo
Coloque o abacaxi na coqueteleira e soque até desmanchar e depois coe voltando o produto coado para a coqueteleira. Acrescente gelo, o rum e o leite de coco. Agite bastante a coqueteleira. Sirva na taça Hurricane.






PREPAROS COM CACHAÇA


A cachaça é conhecida como o verdadeiro destilado brasileiro. É produzida a partir da cana-de-açúcar e possui uma graduação alcoólica entre 38% e 48%.

As opções de drinks e coquetéis com a cachaça vão muito além da famosa Caipirinha.
Segue uma lista com as receitas de preparo dos principais drinks e coquetéis que levam cachaça:

Rabo de Galo
▪ Ingredientes
  • 25 ml de cachaça
  • 25 ml de vermute tinto
▪ Preparo
Coloque o vermute tinto no copo de shot e, em seguida, a cachaça. Para criar uma divisão no drink, use uma colher bailarina.

Sour 51N1
▪ Ingredientes
  • 40 ml de cachaça
  • 15 ml de Grand Marnier
  • 10 ml de chá de hibisco frio
  • 30 ml de suco de limão
  • 4 colheres de açúcar
  • 2 dashes de bitter de Peychaud
  • 15 ml de clara do ovo batida
  • Gelo
▪ Preparo
Coloque todos os ingredientes na coqueteleira e agite bastante. Em seguida, repita o processo acrescentando o gelo.
Coe no Mason Jar Glass com gelo e decore com um limão torcido.

Bombeirinho
▪ Ingredientes
  • 60 ml de cachaça
  • 30 ml de suco de limão-taiti
  • 15 ml de grenadine
  • Gelo
▪ Preparo
Em um copo Old Fashioned coloque uma pedra de gelo e complete com cachaça e grenadine. Em seguida, acrescente o suco de limão-taiti e mexa.

Uva Tônica
▪ Ingredientes
  • 40 ml de cachaça
  • 15 ml de Grand Marnier
  • 20 ml de suco de limão
  • 2 colheres de açúcar
  • 4 uvas ruby
  • 4 folhas de manjericão
  • 2 dashes de bitter de pêssego
  • Água Tônica
▪ Preparo
Macere as uvas, o manjericão, o açúcar e o limão numa coqueteleira. Em seguida, coloque os dashes de bitter de pêssego, Grand Marnier e cachaça. Acrescente o gelo e agite bastante.
Coe no Collins e complete com a Água Tônica.
Decore com uma uva e uma folha de manjericão.

Batida de Abacaxi
▪ Ingredientes
  • 60 ml de cachaça
  • 75 ml de suco de abacaxi
  • 30 ml de leite condensado
  • 15 ml de xarope simples
  • Gelo
▪ Preparo
Bata todos os ingredientes com gelo e coe no copo Collins cheio de gelo.
Decore com uma fatia de abacaxi.


Caipirinha de Maracujá
▪ Ingredientes
40 ml de cachaça
1 maracujá
2 colheres e meia de sopa de açúcar
3 pedras de gelo
▪ Preparo
Coloque todos os ingredientes numa coqueteleira e agite bem. Sirva no copo Old Fashioned.





PREPAROS COM GIN


O gin é um destilado à base de cereais e está presente em muitos drinks clássicos da coquetelaria. Seus preparos são leves, refrescantes e, na maioria das vezes, pouco calóricos.

Seu teor alcoólico varia entre 35% e 50% e a bebida é considerada um aguardente aromático.
Segue uma lista com as receitas de preparo dos principais drinks e coquetéis que levam gin:

Dry Martini
▪ Ingredientes
  • 50 ml de gin
  • 50 ml de vermute seco
  • 1 azeitona verde sem caroço
  • 1 casca de limão
  • Gelo
▪ Preparo
Coloque o gin e o vermute num copo com gelo. Misture e despeje na Cocktail Glass com a azeitona. Torça a casca do limão e coloque por cima da bebida.

Negroni
▪ Ingredientes
  • 30 ml de gin
  • 30 ml de Campari
  • 30 ml de vermute rosé doce
  • 2 rodelas de laranja
  • Gelo
▪ Preparo
Coloque o gelo no copo, acrescente uma parte de cada um dos 3 destilados e mexa um pouco. Acrescente o restante e mexa novamente.
Sirva no copo Old Fashioned com 3 pedras de gelo e as rodelas de laranja.

Gin Tônica
▪ Ingredientes
  • 50 ml de gin
  • 150 ml de Água Tônica
  • Rodelas de limão
  • Gelo
▪ Preparo
Encha um copo Collins com 2/3 de gelo e coloque uma rodela fina de limão por cima do gelo. Acrescente o gin por cima dessa rodela e complete com Água Tônica.
Deslize outra casca de limão pelas bordas do copo e aperte-a levemente para que algumas gotas caiam dentro do copo. Mexa e sirva.

Gimlet
▪ Ingredientes
  • 60 ml de Gin Tanqueray London Dry
  • 25 ml de suco de limão
  • 5 ml de xarope de açúcar
  • Gelo
▪ Preparo
Coloque gelo na coqueteleira e adicione o gin, o suco de limão e xarope. Agite e sirva coado e sem gelo na Cocktail Glass previamente gelada.

Gin com Pepino
▪ Ingredientes
  • 50 ml de gin
  • 2 rodelas de pepino
  • Suco de 1 limão
  • Gelo
▪ Preparo
Misture as rodelas de pepino com gin, gelo e o suco de limão na coqueteleira, mas, sem agitar muito.
Sirva na Taça Borgogne.

Park Avenue
▪ Ingredientes
  • 50 ml de Tanqueray Gin
  • 10 ml de Vermute Seco
  • 1 cubo de abacaxi fresco
  • 10 ml de Grand Marnier
  • 10 ml de suco de limão
  • 5 ml de Xarope Orgeat
  • 5 ml de lances Pernod
▪ Preparo
Numa coqueteleira bata todos os ingredientes.
Sirva na Taça Coupette e decore-a com uma fatia de abacaxi desidratado e um twist de limão.






CONSIDERAÇÕES FINAIS


A previsão é a de que até 2020 o número de consumidores de destilados de luxo chegue a 400 milhões e a coquetelaria se prepara para a os coquetéis controvertidos, drinques emocionais e clientes com identidade mutável.

Claro, os clássicos e demais estilos mencionados neste curso continuarão nos menus e pedidos de convidados, mas é importante se atenar aos três temas mencionados acima.

A tendência ligada aos coquetéis controvertidos tem a ver com um comportamento mais progressista por parte dos bartenders e donos de bar que estão resgatando a própria criatividade ao invés de permanecerem presos a regras. Também, com a necessidade de ganhar tempo, os bartenders estão ignorando a premissa de que o cliente sempre tem razão. Ao invés de ceder aos pedidos e opiniões do público sobre o preparo de uma bebida, eles apenas dizem “não” educando o cliente ao explicar o motivo de não seguir suas recomendações.

Também nesse contexto de criatividade, os bares e restaurantes têm agregado teatro à experiência para impressionar os clientes. A decoração do ambiente e performance do bartender contribuem para essa tendência. As bebidas luminescentes e fluorescentes ganham espaço.

A criatividade também fica evidente no nome dos drinks e coquetéis. Muitos bares têm inserido nomes personalizados para bebidas antigas e já conhecidas. Já a tendência dos coquetéis emocionais estão ligadas ao movimento de conexões profundas com os momentos vivenciados pelas pessoas. Elas querem sentir e, por isso, dão valor a experiências ligadas ao emocional.

Bartenders estão fazendo conexões entre as cores do coquetel e algum sentimento. Por exemplo, o vermelho para estimular a confiança. Junto a isso, muitos bares estão apostando em fragrâncias que possam conectar aquele momento a memórias agradáveis e nostálgicas. O aroma de grama recém-cortada, por exemplo, evoca imagens da primavera.

Ainda nessa tendência, as bebidas podem contar histórias. Algumas apresentam as tradições chinesas, outras podem capturar o espírito de algum feriado. Tudo depende da forma como o bartender irá passar isso para seu cliente. A partir disso, o bartender pode desenvolver um momento de amizade durante determinada festa ou noite com seus clientes perguntando como está o fim de semana, falando sobre a história da bebida, entre outros assuntos curtos, mas que reforçam laços e bem-estar.

Sobre a tendência dos clientes com identidade mutável, os bares e bartenders precisam estar atentos ao fato de que, atualmente, já não existem "drinks para homens" e "drinks para mulheres".

Também, chama a atenção bartenders que possuem qualificações acentuadas, identidade mutável em ação, visão criativa e habilidade de impressionar. Afinal, devem estar preparados para apreciadores cada vez mais bem informados. Não é por acaso que há uma crescente exigência de bartenders com múltiplas qualificações.

Este curso teve como objetivo introduzir o interessado no mundo básico da coquetelaria. Para complementar o conhecimento, bem como ter acesso a preparos que levam outros tipos de bebida como tequila, conhaque, campar

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Bons preparos!